Como traçar objetivos realistas

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     Quando queremos mudar uma das primeiras dificuldades que encontramos é saber como traçar objetivos realistas. Vamos tomar como exemplo uma pessoa que passou mais da metade de sua vida reagindo com agressividade sempre que é contestada, e cansada desta atitude ela decidi mudar. Como demorou tantos anos para perceber que precisava ser diferente para ter uma vida mais feliz, naturalmente ela espera que o resultado seja instantâneo. E não é bem assim que acontece. 
     
     As dificuldades que surgem acabam desanimando e a maioria acaba desistindo. Não levam em conta que qualquer mudança demanda paciência e persistência. É possível mudar qualquer coisa na vida, existem vários exemplos de pessoas que se superaram para provar isso. Mas a mudança exige trabalho, dedicação e principalmente objetivos realistas para nos manter motivados até atingirmos nossos objetivos.


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Como traçar objetivos realistas?

- Comece com pequenas modificações. Vamos usar nosso exemplo acima. Uma pessoa que reage de forma agressiva não pode esperar que na manhã seguinte será alguém emanando serenidade. Ela deve começar com pequenas metas, ela pode decidir que por duas horas irá escutar e responder com calma seja o que for que as pessoas lhe disserem. E assim ir renovando esta decisão todos os dias e aos poucos ir aumentando o tempo.  Ou que irá conversar com a pessoa com quem gritou e pedirá desculpas; depois negociará uma solução pacífica para o problema e assim por diante. A grã mestra Tae Yun Kim afirma que: "Praticar pequenas mudanças vai acabar produzindo uma grande mudança: um dia, você percebe que não responde mais com agressividade às situações." 

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Conclusão:

    Já testei esta técnica e posso dizer com total sinceridade que ela funciona. Consegui mudar várias coisas que me incomodavam e ainda estou no processo com outras. Não é fácil, nem rápido, dependendo do que se quer mudar, mas acontece exatamente como a Tae Yun Kim fala: um dia percebemos que mudamos! Ela ainda ressalta: "É preciso ser paciente, não apenas teorizar a atitude, mas praticá-la de todas as maneiras." O processo todo depende de pequenas mudanças diárias. Persista! Se eu consegui, você também pode.

Referências:
Kim, Tae Yun  - O mestre silencioso - Ed. Best Seller, São Paulo, 1994.
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A Dificuldade de Mudar e a Lição da Borboleta

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         Estava refletindo esta semana sobre a dificuldade de operar algumas mudanças na vida. Algumas coisas são tão simples de mudar que só o nosso desejo é o suficiente para que ela ocorra. Enquanto outras dão tanto trabalho que dão a impressão de estagnação, passa o tempo e não conseguimos ver nenhum resultado. Mas é assim mesmo que ocorre? Ou somos nós que desanimamos com a demora e desistimos antes de vencer?

      A psicologia salienta que vários processos de mudanças são lentos. Mudamos gradualmente, ás vezes, de forma imperceptível, o que dá a falsa impressão de não progressão. E com isso grande parte das pessoas desiste do processo. Afinal, quem gosta de sentir como se todos os seus esforços fossem em vão? Pensando nessa dificuldade trouxe uma parte do livro Mestre Silencioso para refletirmos:

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   "Por muitas semanas estive observando um casulo, esperando que a borboleta emergisse. Era difícil acreditar que houvesse algum tipo de vida em seu interior, e cheguei a imaginar que talvez estivesse morta. Meu mestre assegurou-me que muita coisa estava acontecendo sem que eu visse. "Aprenda a ser paciente...observe..." , aconselhou-me.

  Um dia pensei ter visto um indício de movimento. Aproximando o ouvido do casulo, fiquei surpresa e excitada ao escutar os ínfimos sons provocados pelos arranhões da borboleta em seu interior. Depois de esperar muito, finalmente eu iria ver a borboleta sair. Mas parecia levar muito tempo. 

    Embora eu aguardasse várias horas, o casulo ainda não parecia prestes a ser rasgado. Com muito cuidado, descasquei a camada exterior do casulo para libertar a borboleta. Ela emergiu, de fato, mas não conseguia voar! Era apenas capaz de andar e bater de leve as asas. 

  Quando pedi ajuda a meu mestre, ele percebeu imediatamente o que eu fizera, ainda que eu não dissesse nada. Tinha interferido no processo da borboleta. O esforço _ o trabalho _ de quebrar o casulo e sair de dentro era uma parte necessária da transformação da borboleta. Em minha ignorância, eliminei o trabalho de que seu organismo necessitava para uma longa existência de Voos."

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      No autodescobrimento, o trabalho é um processo cheio de alegria! Sim, envolve esforço, e envolve mudar a si mesmo. Pode envolver fazer coisas "assustadoras", pela primeira vez, e algum sacrifício. Porém a palavra sacrifício vem de uma raiz que significa "tornar sagrado". O sacrifício não é, de fato, uma perda.

     Seu trabalho é unicamente seu. Ninguém pode fazer seu trabalho ou viver a sua vida_ ninguém pode saber sua verdade. A verdade é que todas as lutas, esforços, obstáculos, e todos os erros estão destinados a terminar em vitória não em derrota.

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Conclusão:

   Quantas vezes decidimos mudar e paramos no primeiro contratempo? Queremos a mudança, mas esperamos que ela aconteça sem muito esforço, e quando isso não ocorre desistimos sem ao menos tentar.

   Não importa o que você quer mudar, pode ser deixar de fumar, mudar de emprego, de cidade, etc. O processo é sempre o mesmo. Sem esforço, dedicação e persistência não chegaremos a lugar algum. Nossos erros devem servir como aprendizagem, não como motivos para desistirmos. Lembre-se que se a lagarta não se entregasse ao lento processo de transformação ela jamais se tornaria borboleta.


Referências:
Kim, Tae Yun - Mestre Silencioso - São Paulo, 1994 - Circulo do Livro.

Tae Yun Kim é grã-mestra de artes marciais, ensina  muito mais que artes marciais, ensina fundamentalmente vida - como vivê-la plenamente, com alegria e amor, repleta de paz e propósito. Enfrentou inúmeros preconceitos para se tornar grã-mestra, um território masculino. Nasceu na Coréia em 2 de fevereiro de 1945, em meio à guerra, à pobreza e à fome. Suas lembranças mais antigas são dolorosas demais para a maioria de nós. Contudo, um de seus símbolos é a flor de lótus - uma flor que emerge apenas da água suja e parada, utiliza a lama em decomposição para se nutrir e ganhar força, depois ergue-se em toda a sua plenitude à vista de todos. Eric Armstrong, no prefácio do livro. 

Dicas para Viver Melhor e Mais Feliz: O currículo da Ciência do Eu

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      Daniel Goleman em seu livro Inteligência Emocional alerta para o enorme prejuízo que o analfabetismo emocional causa na vida das pessoas. Não somos ensinamos a lidar com nossas emoções e sentimentos. Aprendemos inúmeras disciplinas quando vamos para a escola, mas não aprendemos nada sobre nós mesmos. Não nos incentivam a buscar o autoconhecimento. E é este desconhecimento de si mesmo que o Goleman chama de analfabetismo emocional.

        Foi pensando nesta dificuldade que surgiu a Ciência do Eu, a linha básica é elevar o nível de competência social e emocional nas crianças como parte da sua educação regular. Existem várias escolas nos Estados Unidos que estão adotando a Ciência do Eu. No Brasil existem algumas escolas privadas que adotaram o método do Augusto Cury para educar emocionalmente as crianças. 

         Mas como nunca é tarde para aprender vou colocar na íntegra o Currículo da Ciência do Eu que o Goleman disponibiliza em seu livro. É bom perceber que algumas coisas nós já praticamos. Assim vamos aprendendo o que falta para melhorarmos nossa vida e sermos mais felizes.


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O Currículo da Ciência do Eu

Principais componentes:

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* Autoconsciência: observar a si mesmo e saber exatamente o que está sentindo; formar um vocabulário para nominar os sentimentos; saber a relação entre pensamentos, sentimentos e reações.

* Tomar decisões: examinar suas ações e avaliar as consequências delas; saber se uma decisão está sendo ditada pela razão ou pela emoção; utilizar essas intuições para questões que digam respeito a sexo e ao uso das drogas.

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* Lidar com sentimentos: monitorar a "conversa consigo mesmo" para captar rapidamente mensagens negativas como, por exemplo, repreensões internas; compreender o que está por trás de um sentimento (por exemplo, a mágoa por trás da raiva); encontrar meios de lidar com o medo, a ansiedade, a raiva e a tristeza.

* Lidar com a tensão: aprender o valor de exercícios, imagística orientada, métodos de relaxamento.


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 * Empatia: compreender os sentimentos e preocupações dos outros e adotar a perspectiva deles; reconhecer as diferenças no modo como as pessoas se sentem em relação às coisas.

* Comunicação com o outro: falar efetivamente de sentimentos; ser um bom ouvinte e um bom perguntador; distinguir entre o que alguém faz ou diz e suas próprias ações ou julgamento a respeito; enviar mensagens do "Eu" em vez de culpar.



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* Autorrevelação¹: valorizar a franqueza e construir confiança num relacionamento; saber quando convém falar de seus sentimentos.

* Intuição: identificar padrões em sua vida e reações emocionais; reconhecer padrões semelhantes nos outros.



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* Autoaceitação²: se aceitar tal como é e ver-se sob uma luz positiva; reconhecer suas forças e fraquezas; ser capaz de rir de si mesmo.

* Responsabilidade pessoal: assumir responsabilidade; reconhecer as consequências de suas decisões e ações, aceitar seus sentimentos e estados de espírito, ir até o fim nos compromissos (por exemplo: nos estudos).


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* Assertividade: declarar suas preocupações e sentimentos sem raiva nem passividade.

* Dinâmica de grupo: cooperação; saber quando e como tomar a liderança e quando se submeter a uma liderança.

* Solução de conflitos: como lutar limpo com outras pessoas,  o modelo vencer/vencer para negociar acordos.

Self Science: The Subject Is Me, de Karen F. Stone e Harold Q. Dillehunt (Santa Monica: Goodyear Publishing Co., 1978)


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Conclusão:

     São recomendações bem simples, mas exigem uma atenção especial e a mudança de alguns hábitos. O autoconhecimento  é a chave que abre muitas portas. Ele é uma recomendação presente em quase tudo que queremos melhorar. Deepak Chopra o citou em suas recomendações para termos uma saúde perfeita, Augusto Cury, Amy Morin e Daniel Goleman ressaltaram a necessidade do autoconhecimento para aprendermos a identificar e controlar nossas emoções para sermos mais felizes e proativos. É importante observar que ninguém muda do dia para a noite, então devemos ter doses extras de persistência e tolerância para conseguirmos atingir nossos objetivos: viver melhor e mais feliz. 

 
- autorrevelação¹ e autoaceitaçao²  palavras escritas conforme o Novo Acordo Ortográfico.

Referências:
Goleman, Daniel - Inteligência Emocional - Ed. Objetiva - Rio de Janeiro, 1995.