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Como traçar objetivos realistas

Foto: pixouse
     
     Quando queremos mudar uma das primeiras dificuldades que encontramos é saber como traçar objetivos realistas. Vamos tomar como exemplo uma pessoa que passou mais da metade de sua vida reagindo com agressividade sempre que é contestada, e cansada desta atitude ela decidi mudar. Como demorou tantos anos para perceber que precisava ser diferente para ter uma vida mais feliz, naturalmente ela espera que o resultado seja instantâneo. E não é bem assim que acontece. 
     
     As dificuldades que surgem acabam desanimando e a maioria acaba desistindo. Não levam em conta que qualquer mudança demanda paciência e persistência. É possível mudar qualquer coisa na vida, existem vários exemplos de pessoas que se superaram para provar isso. Mas a mudança exige trabalho, dedicação e principalmente objetivos realistas para nos manter motivados até atingirmos nossos objetivos.


Foto:google

Como traçar objetivos realistas?

- Comece com pequenas modificações. Vamos usar nosso exemplo acima. Uma pessoa que reage de forma agressiva não pode esperar que na manhã seguinte será alguém emanando serenidade. Ela deve começar com pequenas metas, ela pode decidir que por duas horas irá escutar e responder com calma seja o que for que as pessoas lhe disserem. E assim ir renovando esta decisão todos os dias e aos poucos ir aumentando o tempo.  Ou que irá conversar com a pessoa com quem gritou e pedirá desculpas; depois negociará uma solução pacífica para o problema e assim por diante. A grã mestra Tae Yun Kim afirma que: "Praticar pequenas mudanças vai acabar produzindo uma grande mudança: um dia, você percebe que não responde mais com agressividade às situações." 

Foto:StockSnap

Conclusão:

    Já testei esta técnica e posso dizer com total sinceridade que ela funciona. Consegui mudar várias coisas que me incomodavam e ainda estou no processo com outras. Não é fácil, nem rápido, dependendo do que se quer mudar, mas acontece exatamente como a Tae Yun Kim fala: um dia percebemos que mudamos! Ela ainda ressalta: "É preciso ser paciente, não apenas teorizar a atitude, mas praticá-la de todas as maneiras." O processo todo depende de pequenas mudanças diárias. Persista! Se eu consegui, você também pode.

Referências:
Kim, Tae Yun  - O mestre silencioso - Ed. Best Seller, São Paulo, 1994.
Fotos: Pixabay.com, google

Raiva: o que é, e como controlá-la

    
Foto:Composita


  A raiva é uma emoção natural que todos nós, em algum momento da vida, sentimos. No entanto, ela se torna um problema quando não é controlada, o que causa desequilíbrio e por conseguinte acaba por afetar todas as áreas da vida. 

     Essa emoção surge quando não conseguimos atingir um objetivo, satisfazer um desejo, quando nos sentimos injustiçados ou quando nossa autoestima é atacada. Pode ser um impulso que dure poucos segundos ou pode perdurar muito mais tempo. 

  Daniel Goleman afirma: "É importante ressaltar que o objetivo tem que ser o equilíbrio não a supressão da emoção, afinal cada sentimento tem seu valor e significado" e com a raiva não é diferente. Segundo ele "manter sob controle as emoções que nos afligem é fundamental para o bem-estar, os extremos - emoções que vêm de forma intensa e que permanecem em nós por muito tempo - minam nossa estabilidade."


Foto:Tumisu



Para que serve? Existem benefícios?

    Devemos levar em conta que a presença da raiva indica um conflito ou um perigo. O que nos obriga a refletir sobre o motivo e assim chegar aos problemas que precisam ser resolvidos. Nos dando assim a oportunidade de pensar sobre nossos próprios limites, rechaçando - se necessário - quem se aproxima deles e nos protegemos de intrusões indevidas. Além disso, ela gera a energia necessária para nos motivar a efetuar as modificações.

Foto:mohamed_hassan


Como lidar com ela:

- Primeiro é importante  tomar consciência da raiva com todos os seus indicadores, físicos e emocionais. Não negue o sentimento, assuma-o;

- Interrompa a cadeia de pensamentos furiosos que alimentam a raiva, mine as convicções que a abastecem; (sabe aqueles pensamentos que aparecem na nossa cabeça nessas situações e que só nos fazem ter mais raiva? Corte-os. Ficar ruminando sobre o assunto só piora e nos deixa cegos para as soluções).

- Analise e conteste as ideias que disparam o surto. A raiva pode ser interrompida se a informação que visa a esvaziá-la vier antes que se dê vazão a ela. O exato momento para deter esta escalada é no início.

- Afaste-se para esfriar a cabeça, a pessoa com raiva pode frear o ciclo crescente de pensamentos hostil, buscando distrações. Para então reassumir o controle de suas emoções.

- Reformule a maneira que você  percebe a situação. Pergunte a si mesmo: Essa raiva se justifica? Se você mesmo já não cometeu esse erro? Como estou interpretando as atitudes dessa pessoa? Há outras razões que justifique o comportamento dessa pessoa? E qual a melhor maneira de agir? Como vou me sentir depois de agir?

- Expresse o que sente tendo como base o respeito próprio e  o do outro.


Foto:Activedia


Duas técnicas para acalmar os sintomas físicos:

Respiração profunda: Ela permite que o organismo absorva mais oxigênio, diminuindo o ritmo cardíaco e evitando que a adrenalina chegue tão rapidamente à corrente sanguínea. Esta respiração é profunda por que envolve a área do estômago ou diafragma, e não o peito. Respire profundamente, usando a barriga, rítmica e lentamente.
Sempre que perceber uma situação de raiva, concentre-se na sua respiração e respire profundamente, essa atitude ajuda a diminuir a tensão, aproveite e controle a emoção, assim você conseguirá pensar com clareza.

Relaxamento muscular progressivo: Essa técnica envolve a contração e relaxamento sistemático dos principais grupos musculares do corpo. Essa técnica pode te ajudar a localizar as áreas que estão tensas ou presas, e seguidamente, relaxá-las. Tensione todo o corpo e segure uns segundos, depois solte. Faça isso algumas vezes.


Foto:ColiN00B


Conclusão:

    A raiva é uma emoção natural e dessa forma o mais comum é agirmos por instinto, sem pensar. Por isso o conhecimento e a reflexão são tão importantes na vida. São eles que nos dão a chave para mudar os comportamentos que nos causam sofrimento. A raiva, como toda a emoção, é poderosa o que nos dá a impressão de ser impossível controlá-la. 

      Mas na verdade se mudarmos nossa maneira de pensar no assunto logo no início, ela pode ser facilmente controlada. No entanto se ao contrário nos entregarmos à ela podemos perder completamente a razão, chegando a violência física. E como tudo na vida é uma escolha. 

   Segundo Goleman: "... é a proporção entre emoções positivas e negativas que determina a sensação de bem-estar. Muitas vezes temos pouco ou nenhum controle sobre quando somos arrebatados pela emoção e de qual emoção se trata. mas podemos decidir sobre quanto durará uma emoção."

Referências:

www.methodus.com.br/artigo/529/benefícios-da-raiva-html
(Revista Mente & cérebro por Thomas Hülshoff)
www.taisbedin.com.br/artigo/sentimento-de-raiva/
Caballo, V. E. Manual de avaliação e treinamento das habilidades sociais. São Paulo: Santos, 2014.
Goleman, Daniel - Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Editora Objetiva,1995.
Greenberger, Dennis - A mente vencendo o humor: mude como você se sente, mudando o modo como você pensa. Porto Alegre:Artmed,1999.
Imagens: Pixabay.com

Como ser feliz: Você Sabia que o Bom Humor e o Mau Humor são Contagiantes?

                                           Foto: Alexas_Foto
   
    "Ao longo do dia, nosso cérebro está constantemente processando os sentimentos das pessoas ao nosso redor, observando o tom de voz de alguém, o olhar, a postura. Com efeito, a amígdala é capaz de perceber e identificar uma emoção no rosto de alguém em 33 milissegundos e rapidamente nos prepara para sentir o mesmo (os cientistas descobriram que possuímos neurônios de espelhamento: células especializadas do cérebro capazes de perceber e mimetizar os sentimentos, ações e sensações físicas de outra pessoa).

Foto: platinumportfolio

       Além desse processo subconsciente, também avaliamos conscientemente o estado de espírito das pessoas que nos cercam e agimos de acordo. Os dois processos juntos possibilitam que as emoções sejam transmitidas de uma pessoa à outra num piscar de olhos. De fato, estudos demonstram que, quando três estranhos estão juntos em um cômodo, a pessoa mais emocionalmente expressiva transmite seu estado de espírito às outras em apenas dois minutos. 

Foto: Geralt

         Infelizmente, o poder do contágio emocional também implica que uma negatividade manifesta pode contagiar um grupo de pessoas quase instantaneamente. Daniel Goleman não poderia ter dito melhor: "Tal qual um fumante passivo, a expansão das emoções pode fazer de um mero passante uma vítima inocente do estado de espírito tóxico de alguém."

     Isso significa que, quando estamos ansiosos ou adotamos uma atitude mental abertamente negativa, esses sentimentos começarão a se estender a todas as interações, quer gostemos ou não. (...) Se apenas alguns minutos podem causar tamanho impacto, imagine os efeitos de dividir um ambiente com uma pessoa extremamente negativa por duas semanas ou dois anos. (...)

Propague o Benefício da Felicidade

Foto:StockSnap

    Felizmente, as emoções positivas também são contagiantes, o que faz delas uma poderosa ferramenta na busca pelo alto desempenho. O contágio emocional positivo tem início quando mimetizamos subconscientemente a linguagem corporal, o tom de voz e as expressões faciais das pessoas que nos cercam. 

          Por mais incrível que isso possa parecer, uma vez que as pessoas mimetizam os comportamentos físicos ligados a essas emoções, isso faz elas também sentirem as mesmas emoções. O ato de sorrir, por exemplo, faz seu cérebro achar que você está feliz, de forma que ele começa a produzir as substâncias neuroquímicas que de fato fazem você se sentir feliz. 


         Os cientistas chamam isso de a hipótese do feedback facial e esse conceito constitui a base da recomendação "Finja até virar verdade". Apesar de a positividade autêntica sempre vence sua contrapartida falsa, há evidências significativas de que mudar o seu comportamento primeiro - até mesmo a sua expressão facial e postura - pode acionar a mudança emocional.

    Dessa forma, quanto mais felizes forem as pessoas ao seu redor; mais feliz você ficará. É por isso que rimos mais em um filme cômico quando estamos em um cinema cheio de pessoas que também estão rindo (e é por isso que os programas cômicos da TV incluem risadas ao fundo). (...)

Trecho do livro:  O jeito Harvard de Ser Feliz - Shawn Achor
Pág. 218 a 229
Fotos: pixabay.com

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