Como ter saúde perfeita - Parte 1

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            A primeira coisa que vem a mente quando pensamos em como ter uma boa saúde é na alimentação saudável  e logo depois em exercícios. E sem dúvida estas recomendações, velhas conhecidas de todos, são essenciais e devem fazer parte do nosso dia a dia. Mas não são as únicas. Abordarei outra vertente neste texto inspirado no livro Conexão Saúde do Dr. Deepak Chopra. 

     Todo mundo quer ter uma saúde perfeita. Mas nem sempre isso ocorre. Observando a nossa volta nos deparamos com pessoas que vivem doentes, mal se curam de uma doença já pegam outra, enquanto há pessoas que não pegam nem resfriado. E foi pensando nessa diferença que surgiram inúmeras pesquisas médicas para analisar este fato. A saúde perfeita é possível? O que precisamos fazer para tê-la? 


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Entendendo o papel da mente na saúde física

          As teorias sobre inteligência emocional e inteligência positiva já vem afirmando e comprovando, através de pesquisas, no papel fundamental dos nossos pensamentos tanto na nossa saúde física quanto na nossa realidade diária. Segundo Deepak Chopra " A mente desempenha um papel crucial na gênese de todas as disfunções.[...] É obvio que as pessoas saudáveis são mais felizes que as doentes. E vários estudos vêm confirmando que o inverso também é verdadeiro: pessoas felizes são mais saudáveis que as infelizes. 

      A felicidade, que nada mais é do que ter pensamentos positivos a maior parte do tempo, provoca alterações químicas no cérebro que, por sua vez, exercem efeitos profundamente benéficos sobre o organismo. Por outro lado, pensamentos negativos ou depressivos causam alterações químicas que prejudicam o corpo.


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   Uma vez que controlamos conscientemente os pensamentos - escolhemos o que pensar-, é claro que a química cerebral pode ser controlada com facilidade. Pensar é exercitar a química cerebral. É ela que induz a secreção hormonal em várias regiões do cérebro, como o hipotálamo e a hipófise, e esses hormônios transmitem mensagens a todos os órgãos do corpo."

    Chopra afirma que " As profundas mudanças fisiológicas induzidas por pensamentos positivos levam à boa saúde porque são intermediadas por neurotransmissores estimulantes. Se o sistema imunológico estiver enfraquecido devido a raiva (tem um texto no blog falando sobre a raiva - para lê-lo clique aqui), a apatia, ressentimentos, conflitos e tristeza, então os pensamentos positivos aumentam a resistência do organismo à doença através de uma processo semelhante, cujo resultado é inverso."

       Tudo o que pensamos repetidamente se reflete em nosso corpo. Nossa vida é a soma de todos os impulsos, negativos ou positivos, que emanam  de nossa consciência. Ou seja, Somos o que pensamos.


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Como usar os pensamentos a nosso favor?

          Chopra explica que "Para que os pensamentos curem, eles devem ser sinceros e constantes, pois quanto mais eles agirem sobre os neurotransmissores apropriados, mais os neurotransmissores poderão influenciar o cérebro." Aprender a reconhecer e a controlar nossos sentimentos e emoções é uma das chaves para a boa saúde, pois quando um deles assume é ele, sendo bom ou mal, que vai desencadear uma reação fisiológica correspondente.

         O psicólogo Abraham Maslow descobriu, após pesquisar inúmeros casos de pessoas bem sucedidas e saudáveis, "que tudo o que temos que fazer é buscar o melhor de nós. Ele percebeu que aquelas pessoas eram abertas para a vida, elas tinham certeza de criar o próprio destino. Toda vez que deparavam com um obstáculo externo, procuravam a solução dentro de si mesmas. Como se encaravam de maneira positiva seu corpo e sua mente trabalhavam juntos para manter a saúde. O essencial da descoberta foi que essas pessoas tinham a crença de que criavam alguma coisa. Esses momentos de descoberta e inspiração iam e vinham à sua revelia. Fora dessa grande vivência, até mesmo essas pessoas sofriam, definhavam e se sentiam confusas. No entanto, esses momentos especiais aconteciam em quantidades suficientes para torná-las seres humanos extraordinários."

           "Todos têm possibilidades de atingir um plano superior sem esforço nem sacrifício. Para isso é preciso pouco mais que mudar o conceito de normalidade." Em outras palavras, quando mudamos nosso modo de ver o mundo, quando mudamos as crenças que nos limitam e nos abrimos para o novo a mudança ocorre praticamente sozinha.


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Conclusão da primeira parte:

       Resolvi dividir o assunto em duas partes para não ficar muito longo. Nesta primeira parte conhecemos como a mente interage e interfere com as funções do nosso corpo através de nossos pensamentos e emoções. Vimos também que é possível, embora não seja fácil, controlar nossas emoções e assim filtrar nossos pensamentos. Usando-os para o nosso próprio bem estar, em vez de contra nós mesmos. 

   Na segunda parte, que publicarei nesta sexta-feira, veremos como ter saúde perfeita através de pequenas mudanças na nossa rotina e técnicas que irão nos auxiliar a praticá-las. Lembre-se o conhecimento precisa ser posto em prática para dar resultados.


  *Faça uma reflexão, pergunte-se: Que tipo de pensamento estou repetindo continuamente? Como ando me sentindo? As respostas para estas perguntas indicarão que atitudes você pode mudar para melhorar.

Referências:


Chopra, Dr. Deepak - Conexão Saúde- São Paulo, 1991. Editora: Best Seller- Circulo do Livro

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Raiva: o que é, e como controlá-la

    
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  A raiva é uma emoção natural que todos nós, em algum momento da vida, sentimos. No entanto, ela se torna um problema quando não é controlada, o que causa desequilíbrio e por conseguinte acaba por afetar todas as áreas da vida. 

     Essa emoção surge quando não conseguimos atingir um objetivo, satisfazer um desejo, quando nos sentimos injustiçados ou quando nossa autoestima é atacada. Pode ser um impulso que dure poucos segundos ou pode perdurar muito mais tempo. 

  Daniel Goleman afirma: "É importante ressaltar que o objetivo tem que ser o equilíbrio não a supressão da emoção, afinal cada sentimento tem seu valor e significado" e com a raiva não é diferente. Segundo ele "manter sob controle as emoções que nos afligem é fundamental para o bem-estar, os extremos - emoções que vêm de forma intensa e que permanecem em nós por muito tempo - minam nossa estabilidade."


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Para que serve? Existem benefícios?

    Devemos levar em conta que a presença da raiva indica um conflito ou um perigo. O que nos obriga a refletir sobre o motivo e assim chegar aos problemas que precisam ser resolvidos. Nos dando assim a oportunidade de pensar sobre nossos próprios limites, rechaçando - se necessário - quem se aproxima deles e nos protegemos de intrusões indevidas. Além disso, ela gera a energia necessária para nos motivar a efetuar as modificações.

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Como lidar com ela:

- Primeiro é importante  tomar consciência da raiva com todos os seus indicadores, físicos e emocionais. Não negue o sentimento, assuma-o;

- Interrompa a cadeia de pensamentos furiosos que alimentam a raiva, mine as convicções que a abastecem; (sabe aqueles pensamentos que aparecem na nossa cabeça nessas situações e que só nos fazem ter mais raiva? Corte-os. Ficar ruminando sobre o assunto só piora e nos deixa cegos para as soluções).

- Analise e conteste as ideias que disparam o surto. A raiva pode ser interrompida se a informação que visa a esvaziá-la vier antes que se dê vazão a ela. O exato momento para deter esta escalada é no início.

- Afaste-se para esfriar a cabeça, a pessoa com raiva pode frear o ciclo crescente de pensamentos hostil, buscando distrações. Para então reassumir o controle de suas emoções.

- Reformule a maneira que você  percebe a situação. Pergunte a si mesmo: Essa raiva se justifica? Se você mesmo já não cometeu esse erro? Como estou interpretando as atitudes dessa pessoa? Há outras razões que justifique o comportamento dessa pessoa? E qual a melhor maneira de agir? Como vou me sentir depois de agir?

- Expresse o que sente tendo como base o respeito próprio e  o do outro.


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Duas técnicas para acalmar os sintomas físicos:

Respiração profunda: Ela permite que o organismo absorva mais oxigênio, diminuindo o ritmo cardíaco e evitando que a adrenalina chegue tão rapidamente à corrente sanguínea. Esta respiração é profunda por que envolve a área do estômago ou diafragma, e não o peito. Respire profundamente, usando a barriga, rítmica e lentamente.
Sempre que perceber uma situação de raiva, concentre-se na sua respiração e respire profundamente, essa atitude ajuda a diminuir a tensão, aproveite e controle a emoção, assim você conseguirá pensar com clareza.

Relaxamento muscular progressivo: Essa técnica envolve a contração e relaxamento sistemático dos principais grupos musculares do corpo. Essa técnica pode te ajudar a localizar as áreas que estão tensas ou presas, e seguidamente, relaxá-las. Tensione todo o corpo e segure uns segundos, depois solte. Faça isso algumas vezes.


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Conclusão:

    A raiva é uma emoção natural e dessa forma o mais comum é agirmos por instinto, sem pensar. Por isso o conhecimento e a reflexão são tão importantes na vida. São eles que nos dão a chave para mudar os comportamentos que nos causam sofrimento. A raiva, como toda a emoção, é poderosa o que nos dá a impressão de ser impossível controlá-la. 

      Mas na verdade se mudarmos nossa maneira de pensar no assunto logo no início, ela pode ser facilmente controlada. No entanto se ao contrário nos entregarmos à ela podemos perder completamente a razão, chegando a violência física. E como tudo na vida é uma escolha. 

   Segundo Goleman: "... é a proporção entre emoções positivas e negativas que determina a sensação de bem-estar. Muitas vezes temos pouco ou nenhum controle sobre quando somos arrebatados pela emoção e de qual emoção se trata. mas podemos decidir sobre quanto durará uma emoção."

Referências:

www.methodus.com.br/artigo/529/benefícios-da-raiva-html
(Revista Mente & cérebro por Thomas Hülshoff)
www.taisbedin.com.br/artigo/sentimento-de-raiva/
Caballo, V. E. Manual de avaliação e treinamento das habilidades sociais. São Paulo: Santos, 2014.
Goleman, Daniel - Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Editora Objetiva,1995.
Greenberger, Dennis - A mente vencendo o humor: mude como você se sente, mudando o modo como você pensa. Porto Alegre:Artmed,1999.
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Como ter um bom casamento: Um conselho para ele e para ela

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        "Em vista do triste resultado potencial das diferenças nas maneiras como homens e mulheres lidam com sentimentos incômodos em seus relacionamentos, o que podem fazer os casais para proteger o amor e o afeto que sentem um pelo outro - em suma o que é que protege um casamento? Com base na observação da interação nos casais cujos casamentos continuaram a prosperar por anos afora, os pesquisadores conjugais oferecem conselhos específicos para  homens e mulheres e algumas palavras gerais para os dois sexos.

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         Homens e mulheres, em geral, precisam de diferentes sintonias emocionais. Para os homens, aconselha-se não contornar o conflito, mas compreender que quando a mulher faz alguma queixa ou apresenta discordância, pode estar fazendo isso como um ato de amor, tentando ajudar a manter um relacionamento saudável e no rumo certo (embora bem possa haver outros motivos para a hostilidade dela). Quando as queixas fervilham, vão crescendo em intensidade até vir a explosão; quando são ventiladas e resolvidas, a pressão desaparece. Mas os homens precisam entender que ira ou insatisfação não são sinônimos de ataque pessoal - as emoções das mulheres muitas vezes são apenas sublimadores, enfatizando a força dos sentimentos delas em relação ao assunto.

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           Os homens também precisam ter o cuidado de não abreviar a discussão oferecendo uma solução prática logo que começa a conversa - em geral, é mais importante para a esposa sentir que o marido dá ouvidos à sua queixa e empatiza com seus sentimentos no assunto (embora não precise concordar). Ela pode achar que qualquer coisa que ele proponha seja uma forma de negar seus sentimentos, como inconsequentes. Maridos capazes de atravessar com a esposa o calor da raiva, em vez de descartar as queixas delas como mesquinhas, ajudam-nas a sentirem-se ouvidas e respeitadas. Mais especialmente, as mulheres querem que se reconheçam e respeitem seus sentimentos como válidos, mesmo que os maridos discordem. Na maioria das vezes, quando uma mulher sente que sua opinião é ouvida e seus sentimentos registrados, acalma-se.

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        Quanto às mulheres, o conselho é bastante paralelo. Como um grande problema para os homens é o fato de as mulheres serem muito intensas ao expressarem suas queixas, elas precisam fazer um esforço muito grande e ter o cuidado de não agredir os maridos - queixar-se do que eles fizeram, mas não criticá-los como pessoas nem manifestar desprezo. Queixas não são ataques ao caráter, mas antes  uma clara afirmação de que uma determinada ação é incômoda. Um raivoso ataque pessoal quase certamente leva o marido a colocar-se na defensiva ou a se fechar, o que será ainda mais frustante e apenas aumentará a briga. Também ajuda se as queixas da mulher são postas no contexto maior de reafirmar ao marido o amor dela por ele".

Fonte:Trecho do livro: Inteligência Emocional - Daniel Goleman, PhD
Páginas:155 a 156
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